Com a disseminação universal do conhecimento o acesso à informação está ao alcance de todos. É muito bom poder usufruir desta possibilidade que, no entanto, deve fazer o profissional tomar certos cuidados em relação a sua formação profissional. Com essa acessibilidade facilitada qualquer indivíduo pode, mesmo sem ter qualificação, enveredar pela área do treinamento oferecendo cursos e atividades que não obedecem nenhum controle, quer do ponto de vista teórico, quer do ponto de vista prático ou, ainda, de regulamentação.
Os programas PHTLS (Atendimento Pré-Hospitalar ao Trauma), dirigido especificamente ao atendimento pré-hospitalar de vítimas de trauma, e AMLS (Advanced Medical Life Support), dirigido prioritariamente à assistência clínica pré-hospitalar, podem servir de auxílio para ilustrar essa mensagem de escolha cuidadosa antes de aderir a um programa que terá sérias implicações em seu futuro profissional.
Como há vários cursos que se auto intitulam APH (Atendimento Pré-Hospitalar), porque escolher o PHTLS e o AMLS?

Curso PHTLS, ministrado pelo CETS

 

Os programas PHTLS e AMLS tem origem na maior associação internacional de técnicos em saúde, a NAEMT (National Association for Emergency Medical Technicians) formada em grande parte por Paramédicos (PMs), profissão que não existe no Brasil. Os PMs recebem um treinamento global que varia de 2.500 horas a 3.000 horas que equivale ao ensino praticado em muitas Universidades brasileiras. Nos EUA, devido à forte regulamentação desta atividade, os profissionais devem estar credenciados a fim de poder trabalhar neste ramo de atividade.
Assim, a par de pequenas diferenças na legislação e limites do exercício profissional, que são adaptados a cada país, estes programas trazem, a princípio, toda uma história de pesquisa, experiência e ensino fornecido pela entidade que os abriga, as quais possuem reconhecimento público e notório saber.
Bem, mas qual a real diferença entre cursos credenciados e não credenciados por Instituições consagradas?

 

 

Estas Instituições além de ensinar, ensinam a ensinar. Todos os Instrutores passam por um rigoroso processo de treinamento que inclui a metodologia didática que se renova de tempos em tempos. Eles também estão submetidos a controle externo, auditoria e reavaliação periódicos. Além disso há um compromisso com um programa que se atualiza periodicamente, com base científica, onde todos falam a mesma língua, a linguagem universal do conhecimento atualizado até um dado momento. Outra vantagem é que Instituições como a NAEMT também são geradoras de conhecimento, não só reprodutoras, o que lhes qualifica ainda mais. O fato é que um processo tão rigoroso envolve maior custo para sua execução e que isso se transfere ao aluno.

Desenvolver-se profissionalmente dentro deste modelo é mais seguro, permite atualização e dá credibilidade à formação profissional. É por essa razão que grande parte dos órgãos públicos e privados costumam especificar em edital o tipo de qualificação esperado, em geral como pré-requisito. Isso ocorre pela garantia de que programas estruturados e qualificados garantem melhor preparo profissional.

Por isso, a fim de que seu credenciamento não enseje apenas o crescimento técnico esperado, mas sirva também de móvel para alcançar seus objetivos, o profissional deve fazer uma boa escolha, lembrando que um investimento de baixo valor pode não trazer o retorno esperado e, além disso, pode colocá-lo em desvantagem frente aos seus concorrentes no mercado de trabalho.

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